Pedagogicamente o esporte tem tudo a ver com a constução do conhecimento, primeiro porque se a educação física for bem dirigida o conhecimento adquirido do próprio corpo facilita o entendimento de muitas outras disciplinas importantes.
Mas, obviamente, a educação física tem de se ocupar (e se preocupar também) com promover e facilitar, pelo contato consigo mesmo, o entendimento de como é que a máquina humana - o corpo - funciona - e quais as consequências deste aprendizado que implicam no desenvolvimento da saúde da psique e, consequentemente, para o todo intelectual e espiritual do aluno.
Reconhecer o corpo e suas limitações abre a possibilidade de respeitar mais a si mesmo, e, espera-se, aos outros.
Além desta funcão psicopedagógica, e do apreciado aumento da qualidade da vida, o esporte como educação tem um importante papel social em um país onde as dificuldades são enormes, como é o caso do Brasil. Dá chances de desenvolver carreiras profissionais, individualmente, e gera a responsabilidade e a consciência social como efeitos saudáveis através das ações direcionadas pelos diversos organismos governamentais e privados que podem e sabem tirar proveito destes programas.
Todos reconhecem a importância do futebol (ainda que muitos se deixem enganar pelo brilho fácil dos recursos que circulam em torno de patrocínios e grandes campeonatos - jogatina e especulação), e sua capacidade de resgatar pela paixão, sentimentos de amor ao país, ao grupo, à instituição. O que não se pode é ficar achando que só o futebol é capaz de pomover esta catarse evolutiva no jovem cidadão. É absolutamente necessário que um processo educacional seja instituído concomitantemente.
Assim, ações conjuntas e coerentes, pensadas para estimular não apenas o conteúdo físico do aluno e sua performance esportiva, mas fundamentalmente, engendradas transdisciplinarmente para fornecer-lhe conhecimento, estímulo e desenvoltura em outras questões de sua vida acadêmica são imprescindíveis.
A considerar os pilares do saber apresentados pelos programas educacionais dos governos protagonizados pelas organelas e instituições nacionais e internacionais, e os eventos de caráter mundial que se aproximam - Copa de Futebol 2014 e Olimpíada 2016 - há que se imaginar que o país reúne condições efetivas para alavancar seu futuro e resgatar da miséria quinhentista a maior parte de seus jovens cidadãos.
Empresas e pessoas interessadas em apoiar este processo, e interessadas em diminuir as distâncias sociais que infladas pela ignorância espalham cadavez mais medo e terror entre todos devem se unir agora e partir para a ação, antes que a onda passe e a maré vazante no deixe de novo com a cara na areia.